Geração Fitness: Minha mudança de hábitos


Olá meus queridos e queridas leitoras!

No post de hoje, vou contar um pouco da minha mudança de hábitos nos últimos meses e ao longo do tempo vou mostrando algumas evoluções.

O título do post realmente mostra essa nova tendência: todo mundo quer ser fitness. Seja por estética, por auto-estima, pela saúde e bem estar... mesmo com a crise, as academias continuam lotadas.
Mas para se ter uma mudança de hábitos efetiva, não devemos fazê-lo somente para um objetivo momentâneo: "preciso perder 3 kg para entrar em tal roupa até o final de semana", ou " preciso perder 10 kg em um mês". 
Uma coisa é certeza: quanto mais rápido você perder peso por uma dieta louca, mais rápido você vai ganhar esse peso depois que você parar de fazê-la, pois a tendência é você acabar relaxando mais depois que atingir seu tão sonhado objetivo.

Comecei a academia em março/2015, com o objetivo de ganhar definição muscular. Nunca fui uma pessoa gorda e sempre mantive mais ou menos na mesma faixa de peso ~ 60/64 kg.
Dentro de uns 9 meses, já sentia uma pequena (bem pequena) diferença em meu corpo, aliás eu saí de uma vida sedentária e comecei a me exercitar mais. Mas ainda não estava satisfeita com as mudanças, aliás 9 meses é um belo tempo, e eu achava que já deveria estar um o corpo da Juju Salimeni hahaha. 

Em orientação com o personal da academia, comecei um programa de treinamento especial que se chama "Intensifique". Nesse programa de treinamento não existe ficha com exercícios para serem seguidos. O personal de acompanha durante todo o treino e orienta a execução de cada exercício. O treino é montado diariamente de acordo com a sua fadiga do treino anterior ou no caso das meninas, até do período do ciclo menstrual. O diferencial é que o personal fica com disponibilidade total para acompanhar o seu treino e dá aquele incentivo pra não pararmos no meio da série (aliás ele grita) haha.


Depois disso comecei a sentir os resultados vindo mais rápido, e me animei a intensificá-los ainda mais: procurei um nutricionista esportivo e uma endocrinologista e mudei minha alimentação. 

Posso dizer que, depois disso meu corpo respondeu 80% mais rápido do que só com a academia. Até meu problema de dores de estômago, referente a minha gastrite melhoraram.
Hoje faço dieta (deveria ser mais disciplinada, mas vamos levando...) e suplementação básica. Em três meses perdi 3% de gordura corporal - passei  de 20% para 17% e agora o objetivo é chegar aos 15% até agosto.


O ideal é realizar uma reeducação alimentar, trocar os alimentos utilizados no dia-a dia por alimentos mais saudáveis. A mudança não precisa ser radical, pois se quiser fazer uma diseta restrita logo de cara a chance de desistir no terceiro dia é quase 100%. Teste tirar as frituras, refrigerantes, doces e pães. Depois vá trocando outros alimentos pelos integrais: arroz, massas... Com essas mudanças, você sentirá uma grande diferença! 

Outra dica importante é não pular as refeições. Alimente-se bem e coma de 3 em 3hs. Essa regra tem suas exceções, porém para saber o que comer e quando comer para atingir seu objetivo é interessante consultar um nutricionista, ele te indicará o melhor caminho.

Fiquem com Deus e FORÇA NA PERUCA meninas!

Beijos

Meu namorado está fazendo intercâmbio, e agora?




Olá pessoal ! Tudo certinho?

No post de hoje, vou compartilhar com vocês uma experiência que estou vivenciando nesses últimos meses. Não é muito fácil escrever sobre esse assunto, até porque cada relacionamento é único e tem suas particularidades, mas acredito que de alguma forma posso clarear as idéias de algumas pessoas que têm dúvidas sobre tal tema.

Tenho um relacionamento a mais de 6 anos, são 3 anos de namoro + 3 anos de noivado. Ele morava a mais ou menos 300 m da minha casa, somos bem unidos e fazíamos a maior parte das coisas juntos.

Em janeiro de 2015, meu amado noivo me chamou para conversar e disse que iria planejar um intercâmbio para a Austrália, e que provavelmente no segundo semestre do mesmo ano embarcaria e ficaria um ano fora, e perguntou o que eu achava sobre isso. No primeiro momento fiquei bem triste mas o apoiei (com aquele aperto no coração), me disponibilizei pra ajudar no que fosse preciso pra que ele realizasse esse sonho. Esse intercâmbio sempre foi uma meta pra ele, desde o primeiro momento que começamos a namorar eu sabia que ele queria fazer isso, só não sabia o momento que iria acontecer, e... ele chegou. Jamais o privaria de realizar qualquer sonho.

O tempo foi passando e o dia do embarque chegou em um piscar de olhos! No dia 8 de agosto de 2015 o levei ao aeroporto, e sabia que só o veria depois de 12 meses. Não gosto muito de lembrar desse dia, foi uma das piores sensações que tive na vida. Me mantive firme durante os 8 meses desde o dia que ele disse que iria, mas nesse dia me bateu um desespero. Nunca chorei tanto, por dias.

Mas enfim, como realmente lidar com essa situação? Como eu iria manter um relacionamento a distância por tanto tempo?

A alguns meses atrás também fiz essa mesma pergunta pro Google, e achei alguns relatos em sites de intercâmbio, alguns otimistas... mas, a maioria deles eram pessimistas. Sei que existem casos e casos, mas percebi que o X da questão da maioria dos casos era a tal da CONFIANÇA. Deixei um comentário num post do site Estudar Fora sobre meu caso, e muitas pessoas me mandaram e-mail perguntando sobre o assunto, até por isso decidi voltar com o blog  pra contar um pouco mais.


Realmente a tal da confiança é a maior vilã (ou aliada) num momento como esses. Muita gente diz que não aguenta de saudade, que não consegue ficar sozinho, que é complicado ficar muito tempo sem um companheiro (a), mas na minha opinião se realmente existe um sentimento verdadeiro entre o casal, a distância física é algo que dá pra aguentar. 

"Ok. Ele foi embora, vai conhecer muitos lugares novos, pessoas novas, vai sair, se divertir, vai ter muitas coisas pra ocupar a mente, curso de idiomas, trabalho ect ect etc... e não vai ter tempo pra mim". A carência de companhia pra conversar, pra compartilhar os momentos, pra ficar sem fazer nada juntos começa a ficar mais forte depois que a gente percebe que eles estão sendo felizes lá sem a nossa companhia. Sentia uma sensação de ciúme misturado com tristeza ao ver as primeiras fotos que ele postava de lá, sorrindo, rodeado de novos amigos. É estranho, mas me senti muito egoísta ao sentir isso, afinal eu o apoiei e queria muito que ele realizasse esse sonho.

Com o tempo fui aprendendo a lidar com esse sentimento e posso dizer que esse tipo de coisa não me incomoda mais. Tento me colocar no lugar dele na maioria das situações pra me sentir melhor, aliás o velho ditado "não faça com os outros, o que não gostaria que fizessem com você" se encaixa perfeitamente nesse caso. Eu não iria gostar de postar fotos, mostrando minhas conquistas, realizando meus sonhos e ele se sentindo triste e com ciúme de tudo.

Pra quem vai as coisas também não são fáceis. Acredito que a decisão de partir e deixar tudo pra trás é BEM difícil, principalmente quando se tem um relacionamento. 
Estar em um lugar estranho, sem amigos, sem falar o idioma e sem ter pra quem pedir ajuda também deve ser bem desesperador. Mas enfim, essa foi uma decisão dele, e ele sabia que teria todas essas dificuldades e mesmo assim decidiu ir né? kkk Pra não tornar as coisas mais difíceis, tento ser o mais sensata e madura possível, e não ficar implicando ou pedindo atenção toda hora. 

Ele foi pra ficar 12 meses, mas quando renovou o visto, acabou renovando para 15 meses.  Não criei caso por isso, aliás ele já estava lá! Agora ele volta só em Novembro/2016 ( Falta  menos de 5 meses). Está em Brisbane, na Austrália.

"Mas você não tem medo de ele te trair?" Essa é a pergunta que não quer calar. Eu particularmente tenho total confiança no meu noivo. Acredito que confiança é uma coisa que se conquista e é bem relativa, cada casal vive a confiança de modos diferentes. Sei que a distância e o tempo podem fazer algumas coisas mudarem, ele vai conhecer outras pessoas lá, entre elas mulheres, e entre as mulheres as bonitas e as muito gatas (como ele mesmo diz, na Austrália as meninas são TODAS lindas e malhadas).  Penso que quem tem a tendência a trair, vai fazê-lo em qualquer lugar. Enfim, acredito que não posso fazer nada em relação a isso até por que eu não estou la e jamais ficarei sabendo de nada caso algo do tipo ocorra, a não ser que o mesmo me conte (acredito que esse seria o caso). Aí caberia a mim escolher manter ou não o relacionamento depois disso.

A questão de sair pra se divertir, ir pra balada com os amigos também é bem polêmica. No caso dele, nem tanto, até por que ele é SUPER sossegado e quase nunca sai a noite a não ser que seja pra trabalhar. (muita gente dá risada quando digo isso, KKKK, REALMENTE É DÍFICIL DE ACREDITAR, mas essa é uma questão que só quem tem confiança e conhece o companheiro pode dizer).

Quando ele foi, fiquei um tempo em casa, sem sair de final de semana, meio deprê. Todos quando começamos a namorar, acabamos nos distanciando de muitos amigos pra sair apenas com o namorado, é uma coisa natural. Senti falta de todos depois que ele foi. Ficar sozinha, sem companhia pra sair, pra conversar é muito depressivo. 

Hoje posso dizer que saio bastante, vou pra barzinho com as amigas, pra balada, pro churrasco, pro samba, pro sertanejo, pra rave... saio mesmo, pra me distrair e não ficar com tempo livre pensando em abobrinha. Saio bastante mas tenho a mesma postura de quando ele estava aqui, respeito demais ele e prezo demais o nosso relacionamento, sempre digo pra ele onde vou e com quem... não por que ele cobre isso, mas porque gosto de compartilhar TUDO com ele. ELE ME PASSA ESSA CONFIANÇA.

Aparentemente ele não se importa com o fato de eu sair pra me divertir ( ou ele consegue guardar muito bem). Mas nesse caso eu também tenho que pensar em mim, pois ficar na deprê é bem menos saudável para os dois, pois eu encheria bem mais o saco dele se estivesse em casa só pensando em abobrinhas. Mas essa questão das saídas é bem particular, deve ser conversada pra não gerar problemas... nem todos os casais conseguem lidar muito bem com isso.

Esse ano também foquei na academia e ela acabou virando meu passa tempo preferido. Isso incentivou eu mudar minha alimentação e estilo de vida para melhor. Estou numa fase fitness e essa está sendo uma distração muito boa. Espero que essa fase se estenda por muitos anos, mesmo depois que ele voltar !

Resumindo: É possível SIM manter um relacionamento saudável a distância. Digo por mim, não é o melhor dos mundos, mas é possível sim!

Sei que se eu ficar falando tudo o que passo e penso, esse post não irá acaba nunca mais (aliás temos muuuuuito tempo pra pensar nesse tempo). Então vai algumas dicas pra quem vai passar pela mesma situação e pretendem manter o relacionamento :

(ACHEI ALGUMAS DESSAS DICAS NO SITE BLOG DE CASAL E ME IDENTIFIQUEI COMPLETAMENTE)

1. CONFIEM UM NO OUTRO: Isso é uma dica para a vida, na verdade, e não apenas para o intercâmbio. Se a gente não confia no outro, nada anda. Se você é do tipo controlador/ciumento, tenho duas notícias pra você: 1º isso não é bonitinho. 2º seu probema não é com o intercâmbio, é com a vida. Gente, não tem condições de ficar com ciuminho pessoalmente e nem à distância. Inclusive, isso é um forte indício de um relacionamento abusivo…

2. ENTENDAM QUE IMPREVISTOS ACONTECEM: Quando vocês combinarem de conversar no Skype, já saibam de antemão que pode acontecer de a conexão estar péssima ou ter o problema com o fuso horário. Também é possível que um dos dois simplesmente não possa conversar no dia.

No meu caso, a diferença de fuso são de 13 horas! Quando eu estou acordada, ele está dormindo, e vice-versa. Mesmo assim conseguimos nos falar via whatsapp todos os dias e umas 3 ou quatro vezes no mês pelo skype. Também ocorreu de na primeira semana ficar sem contato com ele, pois ele foi sem ceIular. Imaginem o meu desespero. Só que a gente tem que entender que a outra pessoa está no intercâmbio justamente para passar por esses apertos e aprender a se virar! Então a palavra de ordem é: CALMA!

3. CONVERSEM ANTES SOBRE A POSSIBILIDADE DO INTERCÂMBIO: Sei que parece uma dica idiota, mas é impressionante a quantidade de namoros que sofrem porque o casal não conversa sobre a possibilidade de um intercâmbio. Mesmo que isso não esteja à vista imediatamente ou que dependa de algo para acontecer, é importante que a conversa sobre a viagem esteja constantemente como um dos tópicos de bate-papo nas conversas de casal!

4. FAÇAM DO PLANEJAMENTO UM PROGRAMA DE CASAL: Sentem para abrir o notebook e ver, de forma descontraída, os lugares que a pessoa que vai viajar vai conhecer. Aproveitem pra dar risadas das descobertas culturais na internet e pra torcer juntos pelo aluguel daquele quarto, ou da matrícula na escola. Isso faz com que o casal se aproxime e que o assunto “intercâmbio” seja algo leve!

5. CONVERSEM TRIVIALIDADES À DISTÂNCIA: Eu e o Jorge conversamos todos os dias pelo whats, e posso confessar que 99% dos assuntos tratados é do tipo: " comi macarrão com frango no almoço e na janta", ou " passei vergonha na rua por xyz", "vou ir na casa de tal pessoa hoje" . Isso porque o intercâmbio não deve ser tratado como uma zona de guerra pelo casal, e sim como um capítulo normal da sua vida à dois!

6. ENTENDA A SOLIDÃO DO OUTRO: Meus caros, quem fica para trás se sente solitário. E quem embarca para o intercâmbio também se sente assim. Em um namoro à distância é importante que ambos entendam quando o outro está amuado, quietinho ou quando lamenta por coisas que parecem pequenas. Isso é reflexo da solidão. É dever de quem está “bem” de ânimo compreender e animar o outro. É dever de quem está se sentindo triste identificar os esforços do parceiro e procurar se animar.

7. ESTIMULE OS PASSEIOS E DESCOBERTAS: Sério, nada mais chato do que contar todo animado que marcou determinado passeio com os amigos e receber um “legal” como resposta! Isso acaba com o ânimo de qualquer um! Quem está viajando precisa da motivação do seu parceiro para curtir e explorar o local do intercâmbio. Ao mesmo tempo, quem ficou no Brasil precisa ouvir palavras de encorajamento para aproveitar um pouco da vida enquanto o outro viaja!

8. EVITE BRIGAR POR BESTEIRA: Tudo fica a flor da pele quando existe o fator distância. Qualquer coisa se torna motivo pra discussões e brigas bestas. Mas pense: é bem mais fácil resolver os problemas quando está com a pessoa do lado pra conversar e colocar as cartas na mesa. Quando a pessoa está do outro lado do mundo, não sabemos o que está pensando, passando... e brigar só vai piorar cada vez mais a situação. Afinal, se você brigar por algo que não quer que o outro faça, e ele fizer... você vai ficar sabendo? Então não sofra por antecedência. Então demonstre companheirismo, interesse por tudo que ele faz e assim ele se sentirá a vontade de dizer tudo pra você. Aposte na confiança e bola pra frente.

9. OCUPE SEU TEMPO: Não que você deva mudar toda sua rotina devido a viagem do seu parceiro, mas inclua algumas coisas que você gosta de fazer no seu dia-a-dia, se matricule na academia ou em um curso novo, procure algo que ocupe seu tempo, pois isso deixará a distância bem mais suportável e fará com que o fator tempo passe mais rápido!

Esse assunto rende muitas dúvidas e muito pano pra manga! Mas espero que eu tenha conseguido passar um pouco da minha experiência e torço pra que se você está passando por isso também, que esteja dando tudo certo também. 

Quero que me contem, perguntem, digam qual é a situação de vocês, pois se estão nesse post com certeza estão passando ou provavelmente irão passar por isso haha.

Gostaria de aproveitar e agradecer a Poli, que me incentivou a voltar com o blog pra compartilhar mais essas experiências com vocês.

Torço pra que dê tudo certo pra todos nós!

Beijos no core!


Daniele Feitosa
Engenheira civil, noiva, 24 anos, moro em Itatiba/SP. Academia, TV, internet S2